segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Resenha crítica do filme Quarteto Fantástico.

Resenha crítica do filme Quarteto Fantástico.




sinopse

Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).



Trailer




Sou fã de dois personagens da Marvel e isso desde criança. Um é o Homem-Aranha, e o outro é o grupo de heróis Quarteto Fantástico. Sua origem, os poderes, mas principalmente o sentido de família foi o que sempre me fascinou. Tudo sempre foi feito em família. As brigas, as conquistas, os salvamentos apoteóticos (enfrentar Galactus foi apenas um deles e os mais antigos sabem do que estou falando).

Quando a primeira tentativa de levar às telas do cinema o quarteto foi realizada, muito pouca gente ficou sabendo, pois, a Disney barrou o filme dirigido por Roger Corman. Esse filme nunca passou em lugar algum. E eu vi algumas cenas; pode-se dizer que é horrível, coisa trash (sem trocadilho com o herói Coisa – Bem Grimm).

A segunda tentativa foi com um elenco melhor e melhores efeitos, porém, mesmo assim ainda foi cercada de algumas dúvidas e o pior que poderia acontecer para o filme em tratando-se de marketing foi o lançamento meses antes do melhor filme de herói até aquele momento (ao menos para mim): OS INCRÍVEIS. E olha que coincidência, nele havia uma mulher elástica! Que comparação não teria com o Senhor Fantástico, que também é de borracha! Todo mundo que viu OS INCRÍVEIS ficou apaixonado pelo que a mulher elástica poderia fazer e isso causou um frisson mundial. Aguardava-se com ansiedade os mesmos efeitos no filme live-action.

Quando estreou, o filme do quarteto mais famoso do mundo foi um frenesi, eles eram iguais aos gibis, e o Coisa era feito em maquiagem e roupa especial (eu achei legal, me julguem).

Senhor Fantástico e Mulher Invisível
Apesar de uma trama esquecível, um roteiro péssimo (onde é que o maior cientista do mundo Reed Richards iria perder sua fortuna e pedir ajuda para Victor Von Doom? Susan Storm namorada de Victor? A única coisa que se salvou, ainda assim com ressalvas, foi o Johnny Storm, que fazia as mesmas gracinhas da revista em quadrinhos). O filme fez um relativo sucesso e acabaram fazendo um segundo filme, que a despeito de ter um dos melhores personagens, psicologicamente falando, do universo Marvel (sim, é Surfista Prateado), ficou aquém, apesar de ter uma trama que todos os fãs de quadrinho conhecem, mas mostrou um roteiro novamente frágil, com o Dr. Destino voltando novamente, e um Galactus sem forma. Foi degradante.

E agora, temos mais um reboot do quarteto. E quando a gente pensa que agora a coisa vai (novamente sem trocadilho) engrenar, inventam uma nova origem. Não sei dizer, e me perdoem por isso, se existe alguma origem dessa natureza no universo ultimate da Marvel.

Mas eis que a Fox consegue mais uma proeza. Mudar completamente a origem do nosso quarteto. Agora consertaram a questão de que Reed Richards é uma das mentes mais brilhantes do mundo, no entanto, Sue Storm é irmã adotiva de Johnny que é negro e Victor Von Doom é o maior hacker mundialmente falando. Nada contra Johnny ser negro, mas é muita mudança para pouco filme.

Tocha Humana
Há uma pegada de filme de ficção científica e eu gostei disso, mas o roteiro é fraco, e em alguns momentos parece que resgatam a essência do original, Ben Grimm amigo pessoal e fortão do Reed, e este trabalhando para que o amigo volte a ser quem ele era novamente. Johnny continua sendo o indivíduo que mais gosta de ser um herói e Sue, bem é a mudança mais relevante. Ela fica mais poderosa nesta versão. Se fosse um filme de ficção científica daria para passar, mas como filme de herói e ainda de origem, complicado de engolir.

Tudo começa com Reed ainda garoto tentando inventar um teletransportador. Ele consegue, mas em parte e é aí que ele vai para o famoso Edifício Baxter fazer parte de um time de cientistas, Victor incluindo, que trabalham no mesmo experimento científico que Reed. Mas quando eles resolvem eles mesmos: Reed, Ben, Johnny e Victor fazer a viagem, antes dos militares é que tudo degringola.
O Coisa



Na volta, tirando o Reed, que conseguiu fugir, e Victor que permaneceu na outra dimensão, os demais são utilizados como armas militares, até que novamente conseguem retornar e o que encontram pode detonar o mundo que conhecemos. ah, não espere os uniformes famosos.





A questão de ir para outra dimensão pode abrir uma brecha para o universo antimatéria que existe tanto nas histórias em quadrinhos, mas nessa ficou relevado a apenas o local que criou o Dr. Destino. Um cara quase igual ao Dr. Manhatan (os entendedores saberão), quase um Deus.

o Quarteto Fantástico reunido
Enfim, é um filme que tinha potencial, até pelo elenco que é realmente muito bom, mas ficou a desejar. Agora é esperar voltar os direitos para a Marvel que com certeza irá realizar um filme à altura que o quarteto merece.








Antonio Henrique Fernandes
Capitão deste Navio Errante


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